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Pedra do Quilombo: Um Rio de Janeiro que você não conhece.

November 3, 2017

 

 

Me pergunto até que ponto um turista tem culpa de não conhecer todos os cumes do Rio de Janeiro, quando nem nós mesmos, cariocas raiz, somos capazes de tamanha façanha. 

 

Hoje, despretensiosamente, aceitei o convite de fazer o trajeto Pau da Fome + Pedra do Quilombo, seguindo com a parceria Rio Ecoesporte com Tapéporã - Outdoor Lifestyle. Como trabalho com o segmento já faz uns 4 anos, poucas são as trilhas que subo sem saber o que vou encontrar em cima, já que no mínimo umas quinhentas fotos do lugar já passaram pela minha mão. 

 

Hoje, isso mudou. Mas mudou bonito demais.

 

 

Pedra do Quilombo? Já ouvi falar, sei mais ou menos onde é. Vamo lá, né? Mas pera, 735 m de altitude? Isso tá fácil demais! Tô andando aqui já faz uma hora, subidinha tranquila, isso aqui tá muito baixo ainda...

 

É aí que o bicho pega, amigos.

 

A travessia das praias selvagens foi injustamente acusada de ser pesada no meu último post, perdão. Não faz nem cócegas no destino de hoje (03/11) quando falamos em fadiga. Os últimos 40 minutos de trilha são de subida pesada, daquelas que faz o joelho chorar, e quando chagamos no primeiro mirante, onde já temos uma vista muito vasta, pegando a cidade do Riocentro até o início da Zona Sul, é que temos o primeiro choque com a altura: uma corda de aço é o que separa você de um leve (ironia) penhasco.

 

Se você tem medo da altura, se prepara para superar:

 

 

 

Após esse momento um tanto quanto alucinante, passamos por mais um trecho bem íngrime da trilha, e entre muitas rochas exigindo leves manhas de escalada, chegamos ao nosso destino.

 

Não sei explicar se foi negligência ou ironia do destino, mas agradeço muito por não ter pesquisado o topo antes de ver com meus próprios olhos. Seria o maior spoiler que eu receberia na minha vida.

 

Se você quer ver orla, tem orla; se quiser cidade, tem cidade;  se quiser montanhas, tem montanhas. A pedra do Quilombo é uma vista panorâmica de todas as belezas da cidade, eu tô apaixonado demais.

 

 

A vista de cima da pedra é sem dúvidas uma das coisas mais bonitas que eu já vi, o que eu não esperava era me surpreender com a vista que eu poderia ter debaixo dela, numa espécie de Gruta-Penhasco. Preferi abstrair a definição e curtir o momento. O vento lá batia mais forte, e quase cantava para nós, enquanto apreciávamos uma espécie de tela panorâmica real de toda a Zona Oeste da cidade:
 

 

Minha única decepção, já na chegada do parque estadual da pedra branca, foi com o catioro:

 

 

 

Este lobíneo veio como quem quer amor, se esfregou na galera, nos acompanhou por parte do trajeto como um bom cãopanheiro de trilha: andando atrás do guia e sempre atento aos companheiros do fundo. Fizemos carinho, demos amor, demos banana e conversávamos sobre um possível novo mascote até que um novo grupo passou para o caminho contrário, e o pequeno catioro pedinte escolheu um novo grupo para seduzir, pedir uns comes, e partir sem aviso prévio, quebrando mais corações por aí.

 

Corações arrasados à parte, gostaria de terminar com este apelo: se você um dia receber um convite confiável para subir uma trilha na qual você não conhece o destino